Rearranjos simbólicos e o Tarô

Por Ricardo Pereira

The Ship of Fools
(1490-1500)
By Hieronymus Bosch
(1450-1516)
“O Navio dos Tolos”
ou “A Nau dos Insensatos”
É uma alegoria frequente
na Idade Média,
representando o mundo
e os seres humanos que
nele habitavam e que
não importavam-se, com
os seus destinos.
Em composições literárias
e artísticas dos séculos
XV e XVI, o motivo
cultural da nau
dos insensatos era uma paródia
da arca de salvação. Era essa uma das
formas pelas quais
a Igreja Católica era
classificada.
In: http://www.artrenewal.org  

Na Idade Média a alegoria, assim como o símbolo, era um espécie de recurso de acesso à Divindade, com o segundo se confundindo.

No mundo ocidental moderno  a distinção entre alegoria e símbolo é marcadamente presente, sendo bem recente a distinção entre esses dois termos. Sobre esse aspecto destaca  Eco (2010):

A tradição ocidental moderna está habituada a distinguir alegorismo de simbolismo, mas  a distinção é muito recente: até o século XVIII esses dois termos são considerados praticamente sinônimos, como o foram  para a tradição medieval. A distinção começa a aparecer com o romantismo e, em todo caso, com os celébres aforismos de Goethe.

Quando se busca conceituar o termo alegoria, observa-se que em sua dimensão está o sentido figurado das coisas, das idéias, sendo ela traduzível em conceitos. Quando esse mesmo empreendimento é direcionado ao símbolo, nota-se que em sua essência ele substitui ou sugere algo, permitindo uma correspondência entre a imagem e a idéia.

Um interessante exemplo da função da alegoria é mostrado no “Mito da Caverna”, ou na “Alegoria da Caverna”, do filósofo grego, Platão (428?-348 a.C.). No texto dessa obra filosófica, o qual está contido no livro VII de “A República”, Socrátes descreve com imagens o processo do conhecimento, a passagem da ignorância à contemplação da idéia.

Na cena, homens são aprisionados por correntes, dentro de uma caverna e de costas para a sua entrada, sem poderem movimentar sequer a cabeça, o corpo, impossibilitados, inclusive, de se verem. Eles só olham pra frente, para uma das paredes. Através de uma feixe de luz do sol durante o dia e de uma fogueira que fica situada atrás deles, eles conseguem ver, apenas, as sombras de si mesmos ou de alguma coisa que, de fora dela, se move. Essas são as imagens da realidade sob os seus olhos, são os objetos que as suas mentes subjetivas puderam captar. São as coisas e sons, que julgam ver e ouvir, as suas verdades, assim como o mundo real, para eles, é a própria caverna.

Chega um momento que um dos prisioneiros, inconformado com a condição em que se encontra, decide abandoná-la, escapando da prisão da caverna. E, a sua partida em busca do conhecimento é descrita por Platão de forma dramática. O seu retorno rumo à caverna, a fim de elucidar, para os outros que nela continuaram, o que ele viu e assimilou lá fora não é menos penosa.

A Alegoria da Caverna
Platão (360 a. C)
A República, Livro VII
In http://webspace.ship.edu

Fica claro nessa alegoria que, para Platão, existem graus diferentes de conhecimento: o da doxa (crenças e imaginação), representada através da ilusão causada pela contemplação das sombras dentro da caverna; e o da episteme (conhecimento verdadeiro, de natureza científica), que seria representada pela contemplação do mundo real fora da caverna .

Nessa perspectiva platônica, o homem (o filósofo-rei ou o rei-filósofo) deveria ser, sempre, orientado à contemplação da verdadeira realidade a fim de compreendê-la, saindo e permitindo que os outros também saiam da obscuridade das sombras da ignorância, rumando, todos,  ao encontro da suprema luz através da compreensão do objeto conhecido, ou seja, da realidade acessada ou vivida. Segundo Platão, somente através da Filosofia e da Educação, o homem poderá superar a ignorância. Resumindo a alegoria:  quem consegue se libertar do fundo da caverna, ou seja, das armadilhas das ilusões, pode chegar a conhecer a “Idéia Suprema do Bem”, elevando-se à visão da autêntica realidade.

Quanto ao símbolo, entende-se que ele é intuitivo, aberto, não definitivo, não se traduz através de conceitos e está sempre se permitindo a uma nova decodificação que necessita de sintonicidade com o seu signifcado original, é pleno de realidades concretas, transcende o significado a partir de um novo atributo recíproco e depende de interpretação. Nele o elemento particular representa  o mais geral, enquanto que na alegoria a figuração é plenamente racional, onde os elementos concretos e abstratos se complementam, ponto a ponto.

Medievos
In http://www.enciclopedia.com.pt

O medievo, cuja alma vivia a angústia da problemática do mal e do pecado, tinha um olhar direcionado a tudo que fosse oriundo do antigo, do clássico, como a literatura, a arte, os mitos, folclores e símbolos pagãos, não importando se eram uma espécie de herança de uma cultura greco-romana ou céltica, ou de outros povos, tudo ou quase tudo foi apropriado e rearranjado, reutulizado conforme, sobretudo, a necessidade de adequação a um ideário cristão em plena formação. Assim, constituiu-se um novo imaginário, mescla resultante de uma interação entre diversas culturas, entre dominados  e dominantes, funcionalmente alimentando a formulação filosófica e fundamentação teológica do recente” jeito de ser” do europeu.

A prática do rearranjo simbólico foi uma prática comum na Idade Média. Um bom exemplo desse fenômeno é o símbolo pagão do Graal, apropriado da cultura céltica e remodelado ao gosto cristão, como, segundo Alvarenga (2008), “[…] o cálice sagrado ou receptáculo em que foi disposto o suor e o sangue de Cristo […]”, versão essa rechaçada pelos clérigos católicos à época. Fala-se, ainda nesse símbolo como o recipiente usado por Cristo quando da instituição da missa, durante a Última Ceia. E uma outra versão destaca a sua ligação com o conceito católico do Sagrado Coração de Jesus.

A Realização: A Visão do Santo Graal a Sir Galahad, Sir Bors e Sir Perceval
Tapeçaria do século XIX. Tecida por Morris & Co. 1891-1894
In http://pt.wikipedia.org

Por volta dos séculos III, IV e V d. C. essa lenda foi bastante retratada na literatura da Bretanha, fazendo parte de seu folclore, alimentando, sobretudo, o mito de Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. A espada denominada de “excalibur” utilizada pelo Rei Arthur, foi considerada o Santo Graal em muitas narrativas.

O Santo Graal
Dante Gabriel Rossetti
(1828-1882)
In http://www.artrenewal.org

Em algumas literaturas da Idade Média, o Santo Graal aparece como uma mesa, como um livro, um vaso, em outras como uma pedra, ou pode aparecer em alguma narrativa como a lança de um centurião romano que feriu Jesus na cruz, ficando ensanguentada em sua ponta; em boa parte dos escritos, dos filmes, das peças de teatro esse objeto surge como uma taça, um cálice.

Sobre essa evidente possibilidade de rearranjos de símbolos, em Hoog (2002), observa-se um comentário que a esse  aspecto pode ser associado, como segue:

O Graal é ora um prato fundo, ora uma pedra. Os autores franceses não hesitam. O vessel é uma taça. No colóquio de Strasbourg sobre os Romances do Graal (1954), Mario Roques arrolou as variantes do termo graal nos dialetos de oil. Do latim gradalis passa-se para griau, gruau, gré, guerlaud, grélot, greil, etc., e sempre com o sentido de recipiente com boca larga, balde, botija ou grande prato fundo. Grazal, gréal, são termos da língua de oc com a mesma significação. Ora, em Wolfram von Eschenbach o Graal bizarramente tornou-se uma pedra. Lapisit exillis. Caída dos céus. Como Wolfram escreve na mesma época que os outros, fizeram-se intermináveis  suposições sobre tão estranha divergência. Mas, na perspectiva da análise arquetípica, a questão perde muito da importância. Em seu livro sobre a lenda do Graal, fundamentado nas pesquisas de C. J. Jung, Emma Jung demonstrou que os dois símbolos são conexos. Ao Graal-vaso, cálice que recolheu o sangue de Cristo, correspondem os signos mitológicos da cornucópia da abundância, do caldeirão mágico dos celtas, da taça dos gnósticos. Acrescento o cesto de Elêusis. Vasos miraculosos que alimentam o corpo e a alma. Quanto à pedra caída do céu, lapsit exillis (lapis ex coelis, lapis exilis, lapis exilir?), vamos reencontrá-la no vocabulário da alquimia. É o símbolo da reconciliação dos contrários. Para a alma medieva atormentada pelo problema do mal, a pedra do Graal é um símbolo de esperança, o sinal da nova promoção, da irrupção do divino no âmago do humano.

Bem, trazendo ao entendimento as concepções (um tanto “herméticas”) não tão inteligíveis nessa citação do autor destacado para o simbolismo do Graal, tem-se:

Cornucópia
In Google

a)  vessel é um termo inglês que significa, dentre outros, vaso, vasilha, recipiente;
b) dialetos de oil são provenientes da Gália, que compreende três sistemas de dialetos: franceses, provençais e os franco-provençais. O dialeto de oil é/era falado no norte da França, na Idade Média;
d) língua de oc também é um dialeto da Gália, falado no sul da França no período medieval, com forte influência do latim. O Graal nesses dois dialetos tinham o mesmo significado, “prato fundo”;
c) para o cavaleiro e poeta épico alemão Wolfram von Eschenbach (c. 1170 — c. 1220), em seu poema “Parzival”, do século XIII, o Graal era uma pedra Lapisit exillis, ou seja, a “pedra que caiu do céu” dos maçons, tratando-se da pedra angular do segredo do Templo de Salomão, que simboliza a essência de seus ensinamentos. Existe a crença de que essa pedra era uma esmeralda que adornava a testa de Lúcifer. Após sua queda na Terra foi transformada, por um anjo, no formato de uma tigela ou de um vaso, originando o Graal;
d) na Alquimia a “pedra que caiu do céu” simboliza a reconciliação dos opostos.

Vê-se nesse exemplo,  a prática do rearranjo simbólico de acordo com diferentes culturas, na qual, o objeto dessa ação, o símbolo, ganha diferentes formas físicas e diferentes interpretações. Esse, é um tipo de exercício de imposição ao símbolo, fornecendo-lhe mais sentidos do que aqueles que ele em si, por sua essência, já traz em “excesso”.

Quando se afirma que a prática do rearranjo simbólico era comum na Idade Média, tem-se a Igreja Católica como um exemplo de seus principais praticantes. Freud (1922), em  seu texto “Eine Teufelsneurose im siebzehnten Jahrhundert”, traduzindo-o para o português, “Uma neurose demoníaca do século XVII”, investigava, por meio de uma leitura psicanalítica, sobre a natureza histérica das “demoniomanias” medievais, analisando, através de uma  brochura manuscrita, que traz o título de “Trophaeum Mariano-Cellense”, o caso de um pintor, Christoph Haizmann, que perde o pai bilógico e o substitui  pelo Demônio, através de um pacto, em pleno século XVII. 

Em tal pacto, o Demônio deveria fazer o papel do pai perdido do pintor por 9 anos e quando ele morresse, teria o domínio sobre sua alma pela eternidade. Nesse caso, o diabo é definido pelo psicanalista como um substituto paterno, e vender a alma ao diabo é uma alegoria do desejo humano. Nesse sentido, Freud (1922) destacou sobre as figuras ambivalentes de Deus e do Diabo:

[…] Com respeito ao Demônio maligno, sabemos que ele é considerado como a antítese de Deus, e, contudo, está muito próximo dele em sua natureza. […] O demônio mau da fé cristã – o diabo da Idade Média – foi, de acordo com a mitologia cristã, ele próprio um anjo caído e de natureza semelhante a Deus. Não é preciso muita perspicácia para adivinhar que Deus e o Demônio eram originalmente idênticos – uma figura única posteriormente cindida em duas figuras com atributos opostos. (FREUD, 1922).

Não se quer afirmar aqui com essa citação,  que o seu autor quis exemplificar um caso típico medieval de reerranjo simbólico, embora seja possível, através desse excerto, se exemplificar uma espécie de rearranjo de uma idéia originalmente passada pelo símbolo, cuja finalidade é historicamente conhecida. 

São Miguel Vence o Diabo” (Detalhe)
(1854-1861)
Eugene Delacroix (1798-1863)
In http://www.artrenewal.org

Desse modo, simbolicamente o Diabo representaria a oposição a um ideário do cristianismo medieval, de consolidação em chão europeu de um campo de influência ou de doutrinação, influindo nas várias esferas sociais, tendo a Igreja como o principal escudo de proteção do fiel, no sentido de manter à distância o “maligno”,  ou melhor, as manifestações de oposição à Igreja.

Tal estratégia de “demonização” do que poderia ser considerado oposto, serveria para garantir, através da implementação de uma cultura do medo e da promessa de proteção divina, a existência e sobrevivência da Sé romana, do “Império Cristão”, assim como a conquista e a manutenção de um número sempre maior de fiéis seguidores. Desse modo, tudo que era oposto à Igreja era transformado ou em alegoria, ou em símbolo do Diabo.

Tais circuntâncias irão produzir, a partir de um rearranjo simbólico, um novo imaginário,  pautado no Mito Cristão, que poderia ou pode impactar positiva ou negativamente na vida cotidiana de vários indivíduos, ainda nos dias de hoje. Positiva, através do amor fraternal àqueles que seguiriam ou aplicariam, à risca, os ensinamentos de Jesus e de forma negativa através dos atos (in)consequentes da alteridade.

Outro exemplo importante de rearranjo simbólico é o da cruz gamada ou suástica.

Conforme Chevalier e Gheerbrant (2005):

A suástica ou cruz gamada como também é conhecida é um dos símbolos místicos mais difundidos e antigos  do mundo. É encontrado do extremo Oriente à América Central, passando pela Mongólia, pela Índia e pelo norte da Europa. Foi conhecido dos celtas, dos etruscos, da Grécia antiga. Alguns quiserem remontá-lo aos atlantes, o que é uma maneira de indicar sua remota antiguidade. Qualquer que seja sua complexidade simbólica, a suástica, por seu próprio grafismo, indica manifestamente um movimento de rotação em torno do centro, imóvel, que pode ser o ego ou o pólo. É, portanto, símbolo de ação, de manifestação, de ciclo e de perpétua regeneração. […] A simbologia da suástica, em todos os casos totalizante, é encontrada na China, onde é o sinal do número dez mil, quer é a totalidade dos seres e da manifestação. É também a forma primitiva do caráter fang, que indica as quatro direções do espaço. Também poderia ter uma relação com a disposição dos números do Lo-chu, que, em qualquer caso, evoca o movimento do giro cíclico. Considerando-se sua acepção espiritual, às vezes simplesmente substitui a roda na iconografia hindu, por exemplo, como emblema dos nagas. Mas é também o emblema de Ganeça, divindade do conhecimento e, às vezes, manifestação do princípio supremo. Os maçons obedecem estritamente o simbolismo cosmográfico, considerando o centro da suástica  como a estrela polar e as quatro gamas que a constituem como as quatro posições cardeais da Ursa Maior. Há ainda formas secundárias, como a forma com os braços curvos, utilizada no País Basco, que evoca com especial nitidez a figura da aspiral dupla. Como também a da suástica  clavígera, cujas hastes constituem-se de uma chave: é uma expressão muito completa do simbolismo das chaves, o eixo vertical correspondendo à função sacerdotal aos solstícios, o eixo horizontal, à função real e aos equinócios.

Suástica em Várias Versões
In http://m137.photobucket.com

A suástica originariamente é um símbolo que significa boa sorte, denotando harmonia e bem-estar, presente em algumas culturas como a hindu sob a denominação de “esvástica”, termo que vem do sânscrito “svastika” e com essas conotações.  No budismo significa “bons-ventos”.

É denominada de cruz gamada, porque constitui-se de quatro ângulos retos, similiar ao gama grego.

Na China, conota perfeição; no Japão, representa o infinito. A suástica não está presente nas culturas judia e árabe.

Tal símbolo, passou por um rearranjo simbólico histórico quando foi usurpado, em 1920, servindo de marca para o ideal nazista, tendo Hitler como o seu principal deformador. Há quem diga que, inicialmente, Hitler queria com esse símbolo afirmar ao mundo a revolução industrial alemã, a qual materializava-se sob a sua liderança, e como a suástica lembra um tipo de engrenagem de máquina industrial, serviria para representar esse seu empreendimento; outra versão destaca o fato de ele ter obtido o conhecimento de que a cruz gamada possuia associação ocultista com a mítica raça hiperbórea ou de brancos arianos, tomando, por isso, esse símbolo como o emblema de representação de seu partido, optando por sua orientação destrógira, a qual estaria relacionada às forças mágicas do mal, as quais o sustentavam no poder, representando, portanto, a sua luta contra o bem.

Embora seja considerado um dos mais velhos símbolos utilizados pela humanidade, sendo a  sua mais antiga significação a de símbolo solar, por conta das atrocidades frutos das idéias hitlerianas,  o símbolo tomou outras denotações na sociedade Ocidental, passando a simbolizar o genocídio, o racismo, o terror e o crime em massa, dentre outros relacionados a Hitler.

Esses, são alguns dos muitos exemplos práticos do fenômeno, denominado aqui, de rearranjo simbólico, ou seja, de uma ação de resignificação ou de soma ou mudança de atributos empreendidas aos símbolos, cujos resultados comuns são a sua deformação, a deturpação e perda de seus sentidos originais, ou seja, por conta dessa empresa deixamos de ver o símbolo conforme nos diz a sua interioridade original.

O Pendurado
Ancestral Path Tarot
By Julie Cuccia-Watts
Reproduzido por U. S. Games Systems, Inc
(1995)
In http://taroteca.multiply.com

Não se pode, nesse caso, confundir-se rearranjo simbólico, que deturpa o símbolo e os seus sentidos ou significados conforme conveniência, com desdobramento simbólico.

Desdobrar um símbolo não retira dele a sua essência, a sua representação original. Por exemplo, os números, inexistentes na natureza, são desdobramentos de símbolos muito antigos. O número 4, repleto de significações simbólicas, é nada mais, nada menos, que um desdobramento dos símbolos do quadrado e da cruz.

E, no Tarô, no decorrer de sua história existiram ou existem exemplos nesse âmbito? Sim, existiram e existem ainda muitos exemplos de rearranjos simbólicos, mas isso será matéria de um novo artigo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVARENGA, Maria Zélia de. O Graal: Arthur e seus cavaleiros: leitura simbólica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2008.

CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos: mitos, sonhos, costumes … Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.

ECO, Humberto. Arte e beleza na estética medieval. Trad. Mario Sabino Filho. Rio de Janeiro: Record, 2010.

FREUD, Sigmund. Uma neurose demoníaca do século XVII. Disponível em: http://ricardoborges.net/psicologia. Acesso em 10 out. 2010.

HOOG, Armand. Prefácio. In: TROYES, Chrétien de. Perceval ou o romance do Graal. Trad. Rosemary Costhek Abilio. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

PLATÃO. Alegoria da Caverna. In: A República. Livro VII, 360 a. C. Disponível em: http://classics.mit.edu/Plato/republic.8.vii.html. Acesso em: 17 out. 2010.

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