O que é verdadeiro e o que é falso: o Sibilla responde

Por Ricardo Pereira

Jovem Mulher
Sibilla Della Zingara
© Copyright 2007 Lo Scarabeo

Há anos, mais precisamente em 1992, criei um método de leitura oracular, o qual denominei de “Verdadeiro e Falso”. Essa técnica possui a finalidade de facilitar a compreensão de respostas de tiragens para casos em que o consulente está intrigado, com dúvidas a respeito de características, atitudes ou comportamentos de algo ou de alguém no mundo.


Trata-se de um método bem simples, com apenas duas casas. Ele pode ser utilizado com eficiência e eficácia com qualquer tipo de oráculo de cartas.

Disposição das Casas do Método de Leitura
Oracular “Verdadeiro e Falso”,
de Ricardo Pereira,
© Copyright 1992 – Todos os direitos reservados

O método é utilizado da seguinte forma:

1. Elabora-se a pergunta objetiva do seguinte modo, por  exemplo:
1.1. Fulana falou a verdade para mim nessa tarde?
1.2. Beltrano é realmente quem ele diz que é?
1.3. Eu vou ganhar na loto ou loteria algum dia da minha vida? (Essa é só para vocês se divertirem um pouco, pensando se é possível ou não o Sibilla responder com precisão essa pergunta).  🙂

2. Embaralham-se todas as cartas e em seguida corta-se o maço em dois montes com as cartas faceadas para baixo;
3. Abrem-se em leques os montes da esquerda e o da direita do oraculista, com as cartas ainda viradas para baixo;
4. O oraculista retira ou pede para o consulente retirar uma carta do monte da esquerda, a qual é posicionada conforme figura acima. Da mesma forma se procede com a segunda carta a ser escolhida;
5 – E, por fim, desvira-se as cartas escolhidas e, claro, faz-se a parte maravilhosa do negócio, a interpretação.

A interpretação por meio das casas se efetiva da seguinte da forma:

Casa 1: Observar, embasado nos elementos envolvidos (pessoas, objetos etc) e no contexto, o que há de legítimo, verdadeiro no ou sobre o caso analisado; e

Casa 2: Observar, embasado nos elementos envolvidos (pessoas, objetos etc) e no contexto, o que há de falso, o que não condiz com a verdade no ou sobre o caso analisado.

Para exemplificar esse meu método, vamos à análise de alguns casos com o Sibilla Della Zingara:

Caso 1 – Presença de fake em lista de amigos

Por esses dias uma querida amiga minha ficou encucada com um perfil de uma moça que a adicionou como amiga no Facebook. Ela percebeu, que além dela, o suposto perfil fake também adicionara amigos seus. Vale acrescentar, que ela pesquisou com os demais se eles a conheciam e, de fato, ninguém jamais a viu mais roxa-pink-pank por ai. Ela como muito atenta que é e amiga cuidadosa de todos, avisou em nosso grupo de trocas de tarôs, que desconfiava que haveria “cheiro de fake” em nossas listas de amigos pessoais no Facebook. 

Enquanto o aviso corria pelo Facebook lancei mão de meu Sibilla Della Zingara para saber se a possível desconfiança que rondava a imaginação de minha amiga procedia ou se a criatura objeto de futura investigação oracular não passava, de fato, de uma “reles”, porém, (in)feliz reencarnada mortal terráquea.

Bem, enquanto batíamos papo pelo chat do Facebook, dei um tempo e fiz todos os procedimentos da consulta explicitados acima e sairam os seguintes resultados ou cartas:

Casa 1: Jovem Mulher + Casa 2: Morte

Jovem Mulher e Morte
Sibilla Della Zingara
© Copyright 2007 Lo Scarabeo
Interpretação simplificada 

A mulher aparentemente jovem do suposto perfil fake (Jovem Mulher – Casa 1) não é quem ela diz que é, ela mudou (Morte – Casa 2) a sua verdadeira identidade! Resumido: Fake na área!

Notas explicativas do uso do método no caso 1

1) os elementos envolvidos no caso são: a) perfil supostamente fake no Facebook; b) fake com foto de uma mulher; 

2) contexto: adição de uma pessoa como amiga do Facebook por suposto perfil fake; e

3) pergunta elaborada: “fulana que adicionou sicrana no Facebook é um perfil fake?

Observe pela junção dos elementos, que a mensagem das cartas do Sibilla Della Zingara faz todo sentido. 

Caso 2: Sexualidade condizente com discurso

Bem polêmico esse segundo caso. Um religioso, principal líder de uma igreja ai qualquer, anda propagando um discurso de ódio, homofóbico em sua igreja e por onde ele passa. Um consulente abelhudo (quem não os têm!), interessado em investir  em um romance com o “dito-cujo” quis saber se todo esse comportamento do dito religioso não passa de conversa para boi-dormir, que atrai facilmente o barulho de tilintar de moedas e, se de fato, ele é “gay”, ou se o cabra é “macho” mesmo!

Bem, enquanto conversávamos fiz todos os procedimentos da consulta explicitados anteriormente e obtive os resultados ou cartas, a seguir:

Casa 1: Bons Vivants ou  Desempregados ou Desocupados (O Delirante ou “Amigos de Farra”) + Casa 2: Soberba (Pavão)
Desocupados e Soberba
Sibilla Della Zingara
© Copyright 2007 Lo Scarabeo
Interpretação simplificada 

O homem analisado pelo Sibilla tem plena consciência de sua condição sexual. Sabe a qual categoria de sexualidades existentes ele pertence (Os Desocupados – Casa 1), mas, por outro lado, isso o incomoda. Ele não se aceita ou se assume , disfarçando o seu falso sentimento de não pertencimento a essa categoria de sexualidade ou a sua verdadeira orientação sexual por trás da arrogância, do orgulho e do preconceito homofóbico evidente em seus discursos afetados e exaltados (Soberba – Casa 2), aonde quer que ele esteja ou aonde vá. Resumindo: Gay na área! O cara é um falso moralista religioso, que esconde a sua real sexualidade. Pessoa de difícil convivência e que jamais permitirá que a sua orientação sexual verdadeiramente essencial venha a conhecimento público -, dificilmente irá se assumir gay. Meu consulente não tem chance!

Notas explicativas do uso do método no caso 2

1) os elementos envolvidos no caso são: a) pessoa religiosa com discurso homofóbico, naturalmente, nos dias de hoje, digno de desconfiança;

2) contexto: consulente a fim afetivamente de um religioso assumidamente homofóbico e “supostamente gay”; e

3) pergunta elaborada: Religioso está com a sua sexualidade em conformidade com o que prega ou discursa em sua igreja?

Observe pela junção dos elementos em sintonia com o contexto, que a mensagem das cartas do Sibilla Della Zingara faz todo sentido. Diria mais: essa é uma combinação perfeita, nesse oráculo Sibilla Della Zingara, para destacar ocorrências de casos envolvendo homossexuais, relações homoafetivas e outros contextos relacionados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ORÁCULO Sibilla Della Zingara. Torino, Itália: Lo Scarabeo, 2007.